sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Questão ambiental e higiene em Cachoeira

Quem passa por Cachoeira entre 15h e 16h30min pode observar os sacos de lixo nas calçadas da cidade, portas das casas e entradas de ruas. Esse é o horário que, de segunda a sábado passa pela segunda vez, o caminhão da coleta de lixo. O programa de limpeza da cidade conta além coleta de lixo, com o auxílio de garis que varrem as ruas também de segunda a sábado.
Sempre presente nas metrópoles brasileiras, a poluição atinge também cidades do interior. Segundo alguns moradores e comerciantes da cidade, Cachoeira tem um programa de limpeza razoável e só não é melhor por conta dos próprios cachoeiranos. É necessária a conscientização por parte da população, apesar de haver a coleta do lixo duas vezes por dia (manhã e final da tarde) e dos garis varrerem as ruas da cidade, as pessoas jogam sujeira no chão.
De acordo com Patrícia Santos, muitas pessoas colocam o lixo doméstico nas portas de casa após o horário estabelecido para o caminhão recolher, os cachorros acabam rasgando os sacos espalhando assim o lixo pela rua. Nas ruas mais estreitas e nos becos a sujeira é um pouco maior, pois a passagem do caminhão fica impossibilitada de acontecer.
Um comerciante da rua principal diz que o problema com o lixo já foi maior, hoje com a nova administração da cidade a melhora foi visível. Após a feira, todos os dias, os garis fazem o seu trabalho varrendo e limpando a rua principal.
O maior problema de poluição na cidade é com o rio Paraguassu, as pessoas que transitam pela ponte e pela orla jogam lixo lá. Apenas em um dia do ano há um movimento em prol da limpeza e conservação não só do rio, mas da questão ambiental como um todo, segundo Patrícia Santos. Apesar dessas questões, a população cachoeirana em geral considera a cidade agradável e não vêem muitos problemas na sua conservação e limpeza por parte dos programas da prefeitura.
A comerciante Laís considera o trabalho da prefeitura eficaz, mas afirma que os cachoeiranos precisam contribuir para que a organização e a higiene da cidade sejam mantidas, ela alega ser necessário haver mais movimentos e um programa de conscientização ambiental para que a cidade fique ainda mais agradável.


LARISSA ARAÚJO

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

"La Rambla" Cachoeirana

A Praça 25 de junho é o ponto de encontro da população cachoeirana. Jovens, adultos e até pessoas de cidades vizinhas frequentam o local onde a vida universitária e o espírito boêmio são tão presentes e com os alunos do CAHL não é diferente. Dotada de bares, a praça é um local onde todos se encontram para colocar o papo em dia, fazer uma roda de violão e tomar a clássica cerveja gelada no final do dia e principalmente nos finais de semana.
A “vinte e cinco”, como é chamada pela maioria dos estudantes do CAHL, é também um espaço onde ocorrem alguns eventos culturais e de lazer, esses são mais comuns nos meses de maio e junho, quando começam os preparativos para festa de São João, como é o caso do “Esperando o São João”, um pequeno festival que valoriza bandas da região e diverte a todos nos finais de semana que precedem a festa junina.
Boa parte dos alunos e até professores do CAHL frequentam a praça e a maioria diz gostar e achar o espaço muito bom para o lazer e para a paquera, além de ser um local bastante propício também para se fazer novas amizades. O professor e coordenador do curso de cinema Danillo Barata diz ser um frequentador da “vinte e cinco” e gostar muito, chegando a comparar a praça à “La Rambla” espanhola, uma rua localizada na cidade de Barcelona que liga a Praça Catalunha ao mirante de Colombo, onde podem ser encontrados vários restaurantes, cafés, bares e performances de artistas de rua, então, assim como na La Rambla, é na Praça 25 de junho que ocorre a vida noturna da cidade de Cachoeira.




LARISSA ARAÚJO


sábado, 16 de janeiro de 2010

Um exemplo de superação




Quem vê Valter Silva, 79 anos, fotógrafo, nascido e residente em Cachoeira (BA) hoje, não imagina que no passado ele sofreu de problemas com o álcool. Coordenador do grupo Nova esperança dos Alcoólicos Anônimos (AA) da cidade de Cachoeira no recôncavo da Bahia, seu Válter, como hoje é conhecido por todos, ajuda outras pessoas que como ele luta contra o vício.
Seu Válter contou que começou a beber ainda muito jovem, aos 16 anos por influência dos amigos nas festas que costumava frequentar em sua juventude. Aos 35 anos já era considerado um alcoólatra, o que fez sua família sofrer muito, pois segundo ele, o alcoólatra é orgulhoso e prepotente.
Quando finalmente decidiu parar de beber, em 1989, seu Válter procurou o grupo Alcoólicos Anônimos da cidade de Salvador e começou o seu tratamento, que depois deu continuidade em Cachoeira, contando com o apoio da família. O grupo do AA segue o programa de 12 passos e tem como principal instrumento o Livro Azul – escrito por dois “ex-alcoólatras” americanos. Segundo ele, o AA é um hospital e uma escola ao mesmo tempo e eles não condenam quem fabrica ou quem consome o álcool, condenam apenas quem não sabe beber. Acrescenta ainda que o alcoolismo é uma doença séria e o doente precisa de apoio e força de vontade para combatê-la, o que nem sempre ocorre pois muitas famílias escondem o problema.
Já faz 20 anos que seu Válter parou de beber, mas sua luta diária contra o álcool continua, como ele mesmo diz: o alcoolismo não tem cura e por conta disso é preciso ainda hoje evitar e resistir ao primeiro gole. A maturidade ensina muito e hoje ele aconselha os jovens a não exagerarem na bebida, há outros meios de se divertir sem precisar beber, afinal o álcool é a segunda doença que mais mata no mundo atualmente. Com a sua aparência saudável, jeito tranquilo, voz mansa e baixa, seu Válter transmite uma serenidade e sabedoria que toca quem o ouve falar com tanta precisão e sentimento sobre a sua vida. É um grande exemplo de força de vontade e superação que hoje ajuda tantos outros que se encontram na situação que ele já passou. O AA de Cachoeira funciona todos os domingos e tem sede no centro espírita Obreiros do bem, atualmente 12 pessoas freqüentam as reuniões.


LARISSA ARAÚJO

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O complicado trânsito de Cachoeira

Apesar de ser uma típica cidade pacata do interior, Cachoeira tem o trânsito um pouco complicado. No dia-a-dia podem ser percebidas as dificuldades de quem circula pela rua da feira, que é a de maior movimento da cidade. Disputam espaço: pedestres, veículos automotivos e animais; o problema se agrava em épocas de festas, com o aumento do número de pessoas e veículos circulando pelo município
Por ser uma cidade pequena, Cachoeira não possui semáforo; nem faixa de pedestres, o que dificulta a organização do trânsito onde os veículos na maioria das vezes passam em alta velocidade e as pessoas atravessam as ruas sem verificar se o acesso realmente está livre.
Boa parte dos motivos desse problema ocorre pelo fato de Cachoeira ser um município tombado como patrimônio histórico e cultural, o que por muitas vezes acaba por embargar alguns projetos de melhoria no tráfego.
Edilei Guedes, agente de trânsito há dois anos e meio na cidade, afirma achar o tráfego complicado, principalmente depois da implantação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia / UFRB, em 2006, o que implicou em um aumento significativo da população. Mas acrescenta que as pessoas estão acostumadas a esse ritmo. Para ele, um dos maiores problemas é o fato das calçadas serem muito estreitas, o que complica o acesso das pessoas, fazendo com que na maioria das vezes a população ande diretamente na rua e não na calçada.
Edilei considera importante a elaboração de um projeto de educação no trânsito e afirma que existe um projeto para implantação de um semáforo na rua principal.
De acordo com a opinião dos cachoeiranos, não só o fato das calçadas serem estreitas, como também a presença de cavaletes dos comerciantes nos passeios, dificulta a movimentação dos pedestres. Além disso, outro problema levantado é o não uso de capacetes por parte dos motoqueiros que ainda transportam crianças nas motocicletas.
Apesar de todo o desenvolvimento significativo para a cidade com a presença da universidade e o crescimento populacional, Cachoeira ainda possui esse quadro desestruturado em relação à organização do trânsito para atender essa demanda. A situação não requer uma solução isolada, mas um conjunto de fatores que contribua para tal melhoria, como afirma o policial Nacides das Virgens: “O trânsito possui um tripé: engenharia, educação e fiscalização”.




LARISSA ARAÚJO E SUELY ALVES